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Wilhelm Konrad Röentgen
Nasceu em 27 de março de
1845, em Lennep, Alemanha. Faleceu em 1923. História da Radiologia No final do século XIX, mais
precisamente no dia 8 de novembro de 1895 foram descobertos os Raios X pelo
físico alemão Wilhelm Conrad Roetgen ao ver sua mão projetada numa tela
enquanto trabalhava com radiações. Por ser muito perspicaz e inteligente
imaginou que de um tubo em que ele trabalhava deveria estar sendo emitido um
tipo especial de onda que tinha a capacidade de atravessar o corpo humano. Como era uma radiação invisível, ele a
chamou de Raios X. Sua descoberta valeu-lhe o prêmio Nobel de Física em 1901.
Desde esta época até os dias de hoje
surgiram várias modificações nos aparelhos iniciais a fim de se reduzir a
radiação ionizante usada nos pacientes, pois acima de uma certa quantidade é
prejudicial à saúde. Assim foram surgindo tubos de Raios X, diafragmas para
reduzir a quantidade de Raios X assim diminuindo a radiação secundária que,
além de prejudicar o paciente, piorava a imagem final. Em abril de 1896, fez-se a primeira
radiografia de um projétil de arma de fogo no interior do crânio de um
paciente, essa radiografia foi feita na Inglaterra pelo Dr. Nelson. A evolução dos equipamentos trouxe
novos métodos. Assim surgiu a Planigrafia linear, depois a Politomografia
onde os tubos de Raios X realizavam movimentos complexos enquanto eram
emitidos. Até então as densidades conhecidas nos
Raios X eram ossos, gorduras, líquidos e partes moles. Com esse método,
devido a sua alta sensibilidade foi possível separar as partes moles assim
visualizando sem agredir o paciente, o tecido cerebral demonstrando-se o
liquor, a substância cinzenta e a substância branca. Até essa época, as
imagens do nosso corpo eram obtidas pela passagem do feixe de Raios X pelo
corpo, que sofria atenuação e precipitava os sais de prata numa película
chamada filme radiográfico que era então processada. Com essa nova técnica, o
feixe de Raios X atenuado pelo corpo sensibilizava de maneiras diferentes os
detectores de radiação. Essas diferenças eram então analisadas pelo
computador que fornecia uma imagem do corpo humano em fatias transversais em
um monitor e depois passada para um filme radiográfico. A tomografia computadorizada
revolucionou o diagnóstico por imagem, pois sem agressão alguma ao paciente,
obtemos imagens em secções transversais de todo o organismo. Hoje se pode
diagnosticar em 10 minutos tumor "in situ" de até 1mm de diâmetro
localizado na intimidade do cérebro como por exemplo um microneurinoma no
interior do conduto auditivo interno e um micropinealoma na intimidade da
glândula pineal. O homem, não satisfeito ainda,
descobriu e colocou em aplicação clínica a Ressonância Nuclear Magnética por
volta de 1980. Ela obtém imagens do nosso corpo similares às da tomografia
computadorizada, só que com várias vantagens adicionais. Não utiliza radiação
ionizante, raramente necessita uso de contraste e são obtidas imagens nos
três planos: sagital, coronal e transversal. A ressonância resulta da interação dos
núcleos dos átomos, os prótons de Hidrogênio de número ímpar, com um campo
magnético intenso e ondas de radiofrequência. Sob a ação dessas duas
energias, os prótons de hidrogênio ficam altamente energizados e emitem um um
sinal que apresenta uma diferença entre os tecidos normais e os tecidos
patológicos. Essa diferença de sinal é analisada por um computador que mostra
uma imagem precisa em secções nos três planos. Dr. Gilson Soares de Faria. Fonte: http://www.srmg.org.br/historia.html |
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